por Miguel Uchôa | 18 set, 2012 | Sem categoria
Ao Povo e ao Clero da Diocese de Recife-Igreja Anglicana
“Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá” (Js 1:11)
Escrevo a vocês como seu 4º Bispo Diocesano Eleito, mas, acima de tudo, como pastor que sou e amante da obra de Deus nesse mundo. Na minha carta-compromisso deixei bem clara as razões pelas quais coloquei meu nome à disposição da Diocese de Recife para essa eleição. O desejo da Igreja foi feito e agora é meu dever cumprir esse chamado de Deus para essa nova fase de minha vida e ministério. Mas, devo ressaltar, que o chamado não acontece apenas na minha vida. É um chamado para a nossa Diocese, para o povo, os clérigos(as), os líderes de todas as comunidades, para toda a Igreja de Cristo reunida nessa parcela imperfeita, mas muito desejosa de servir a Deus e de se alinhar com a Sua perfeita vontade, chamada de Diocese de Recife.
Tenho uma visão de Episcopado que se distancia muito do estilo monárquico medieval, ou de qualquer tipo de liderança que atue de maneira absoluta e vertical. Entendo que o Senhor inspirou o apóstolo Paulo para escrever aos efésios e dizer ao povo que os pastores estão aqui para equipar os santos, para que a obra de Deus seja feita, e essa é a nossa maior função. O Bispo é um Presbítero escolhido em seu meio para servir, treinar, ensinar, manter a visão, motivar a Igreja, guardar a doutrina, manter a Igreja no prumo da vontade de Deus. Assim tenho aprendido ser o ministério pastoral, e assim tenho procurado com todas as minhas limitações fazer.
Desde agora me coloco à disposição da Igreja-Diocese para ouvir e, para, dentro de todas as possibilidades, ajudar naquilo que estiver ao meu alcance, cada pessoa que deseje servir a Deus de uma maneira mais plena ou que deseje ouvir mais de mim, de minha vida, de meu ministério, dos meus objetivos e do que alguns chamam de meus “sonhos”.
Não acredito que exista um cristão que não sonhe conquistar o mundo para Cristo. Não acredito que exista alguém que, conhecendo a Cristo, não tenha essa preocupação. Por isso, como Bispo dessa Igreja, será sempre meu desejo procurar ajudar cada um a alcançar o seu potencial máximo. Nisso contem comigo sempre!
Todos sabemos que juntos caminhamos uma boa distância, vencemos grandes obstáculos, lutamos grandes batalhas. Pelo caminho foram ficando aqueles que não acreditaram na “Terra Prometida” da qual nosso saudoso Revmo. Bispo Robinson Cavalcanti tanto falava; alguns desistiram antes de tocar a planta dos pés nas águas e, assim, não viram o Jordão se abrir. Mas, vocês e eu, estamos vendo a “Terra Prometida”, e já colocamos nossos pés nas águas, elas estão se abrindo e já começamos a caminhada. Naturalmente a Terra, mesmo que nela possa manar leite e mel, ainda requer de nós muito trabalho, muito empenho, muita disposição e, para isso, tenho certeza, é que vocês foram chamados e eu fui separado para levar vocês a entrar nessa “terra”. Nosso Moisés ficou, mas a promessa de Deus permanece.
Não existem vencedores, não existem grupos; somos um corpo. Agora é tempo de caminharmos juntos. Tenho certeza que Deus está esperançoso conosco, que o coração de Deus está antevendo relacionamentos sendo restaurados, curas acontecendo, parcerias sendo feitas, e quando isso ocorre, tenham certeza, a Presença de Deus se manifesta e isso libera o poder do Espírito Santo em nosso meio. Quando isso acontece, existe um impacto no mundo espiritual, satanás é envergonhado e a Graça de Deus nos envolve. Quando isso acontece, eu e você nos alinhamos com o propósito de Deus, e isso traz consequências práticas para a vida da Igreja. Afinal de contas Jesus disse que quando concordamos aqui entre nós, há concordância no céu, e quando há concordância no céu, quem pode impedir? As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja (Mt 16:18)
Chamo a todos para, juntos, cruzarmos o rio, conquistarmos a Jericó que ainda possa faltar e edificarmos a cidade de Deus, colhendo, assim, os frutos dessa terra que são nossos por promessa do próprio Senhor.
Em Cristo, Senhor Nosso,
Seu Bispo Eleito e amigo
+Miguel Uchôa
por Miguel Uchôa | 13 set, 2012 | Blog
Há muitos anos atrás fundei um ministério de discipulado entre jovens na Igreja da Trindade, onde eu era pastor de jovens. Esse ministério cresceu muito e mesmo depois de minha saída continuou dando muitos frutos, frutos esses que perduram até hoje e, se multiplicam. Um dos estudos preparados pela equipe que dirigia esse ministério, liderados pelo casal Sílvio e Andréa Albuquerque se chamava CRISTIANISMO A SELF SERVICE. Nós estamos falando de algo que foi feito há pelo menos uma década.
Passado todo esse tempo, ainda estamos caminhando nessa mesma direção e o entendimento da fé cristã continua sendo na mente de uma larga soma de pessoas, uma religião que eu sigo para SER FELIZ. Eu me sirvo da fé cristã para a minha felicidade. Existe algo de errado nisso? Sim e não. Primeiramente não, se essa expressão não tiver um ponto final e em sua continuação incluir o seu papel como cristão sendo agente de transformação. Sendo o contra ponto de uma sociedade corrompida, sendo o exemplo de postura e ação.
A Fé cristã não chega até você, ou você até ela para ser feliz apenas. A fé cristã envolve sacrifícios, envolve ir contra um sistema, contra as posturas alienantes desse mundo porque tem a compreensão que se estamos aqui e chegamos até Deus, Ele tem um propósito definido em minha vida e enquanto eu não o cumprir, essa existência não encontra sentido para mim. Naquele estudo a certa altura estava dito: “Esta é uma prática “moderna e requintada” de nos relacionarmos com o Criador, ideal para o cotidiano de nossa geração. Através dela podemos retirar da Palavra de Deus apenas aquilo que queremos, que nos faz bem e que nos convêm.”
Existe algo sim de errado quando me envolvo com esse cristianismo de benefícios apenas. Se sou um cristão, a minha missão é a missão de Cristo e ela envolveu tudo desde os sorrisos até as lagrimas, desde alguns louros até a coroa de espinhos, desde o bônus até o ônus.
Outro parágrafo daquele estudo dizia “No self service espiritual, enchemos o nosso prato exatamente de acordo com a nossa vontade. Aliás o nosso poder de escolha, nessas horas, é muito importante. Nada de cargas pesadas. Nossa alimentação tem que ser leve, diet por assim dizer. Afinal, quanto mais pesado o prato, mais alto o preço, e eu não quero pagar caro pelas minhas escolhas. Para facilitar, é mais conveniente escolher o fruto da época, pois o que está na moda é sempre mais fácil de se obter.”
Revendo isso percebi a atualidade dessas considerações. Vivemos um momento singular no evangelicalismo brasileiro onde pela primeira vez o senso do IBGE mostrou o crescimento de uma nova categoria de “crentes” os evangélicos nominais , com ou sem igreja sentados nos bancos ou assistindo pela internet, essa categoria de “crente” se enquadra no que a minha mãe chamava daqueles que “ somente queriam o vem a nós, mas vosso Reino nada” Aqui mesmo nesse blog escrevi certa vez um artigo chamado de “Cristianismo de Mão Única”. Tratava exatamente disso.
Como cristão e líder de uma igreja alerto o povo de Deus para se distanciar dessa prática self service, desse cristianismo de benefícios, desse evangelho desfigurado onde Cristo de fato nunca se torna prioridade em nossas vidas, nem essas nossas vidas mostram de fato quem Cristo é para nós.
Existe uma frase atribuída a CS Lewis e que, mesmo não pertencendo a ele, está engastada de verdade. Ela diz assim:
“Eu não fui para a religião para ser feliz,. Eu sempre soube que uma garrafa de vinho do Porto faria isso. Se você quer uma religião para fazer você se sentir realmente confortável, certamente eu não recomendo o cristianismo”
Quero terminar esse artigo com mais uma frase que retirei desse “antigo” estudo e que afirma : Nunca ache que o seu livre arbítrio é justificativa para que você faça o que bem entende. Se você aceitou Jesus, a sua vida não mais lhe pertence.
O Pão da Vida não é servido a self servisse, ele precisa ser buscado e buscado de todo coração. (Jr 29:13) Quando encontrado vai requerer de nós posturas sacrificais, atitudes altruístas, desejo de mudança em nós e através de nós. Diferente disso, não dá para chamar de cristianismo
por Miguel Uchôa | 20 ago, 2012 | Blog
Hoje celebramos 3 cultos em ação de graçasd porque nesta 4ª feira 22 de Agosto celebraremos mais um ano de presença aqui neste lugar. São 16 anos de missão e compromisso com a verdade libertadora de Jesus Cristo. Neste tempo promovemos verdadeiros Cursos de Cristandade que levaram muitos à Vida no Espírito Santo e a Celebrarem sua Restauração. Esses mesmos tem a oportunidade de Reconstruir sua existência. Assim, temos visto casais sendo mentoreados e vivendo muito mais que 24 horas de amor. Essas famílias tem feito a Conexão de seus “kids”com Deus e logo que passam dos 12 se envolvem com o que é de fato Super Natural. Nem por isso ficam por ali, seguem direto para uma Conexão mais profunda com Jesus.

Nossas jovens têm aprendido a serem Jovens de Honra e percebem que muitas coisas “Happening”em suas vidas quando se encontram de fato com Deus e uma das principais é a Cura e Libertação de todos os males desse mundo. Mas nada disso aconteceria se não houvesse a Intercessão de toda a Igreja e nossas mulheres além de serem uma verdadeira União de Mulheres seguem o modelo bíblico e se tornam verdadeiras Déboras. Temos também aprendido que o crescimento vem do Conhecer a Palavra e somente uma Escola Bíblica tão boa para nos ajudar e colocar os Fundamentos.Quando crescemos precisamos conhecer mais um pouco, é como se estudássemos em um Instituto de Teologia e Liderança. Mas como isso não se encerra assim, atuamos no campo da missão integral com nossa Ação Social que se estende formando uma verdadeira Casa de Esperança para os necessitados.
Vivemos tudo isso como verdadeiras Célulasem um corpo, multiplicando-se em amor, e orando em Vigílias. Seja você um(a) executivo(a) ou um Surfista o importante é que seja de Cristo. Na realidade estamos aqui há 16 anos para trazer PAES para você.
A Equipe pastoral rende Graças a Deus pela vida de todos vocês que fazem a PAES
por Miguel Uchôa | 7 ago, 2012 | Sem categoria
O que é necessário para se trabalhar em equipe?
Para a equipe alcançar seu potencial cada membro tem que submeter sua meta pessoal à meta da equipe
Bud Wilkinson

Nem todo mundo numa equipe campeã ganha publicidade, mas todos da equipe podem dizer que são campeões
Earvin Magic Johnson
Baseado no que tenho vivido, lido, assistido e estudado e tentando ser mais breve do que seria necessário eu diria que para Trabalhar em equipe estes conselhos são úteis, mesmo sem encerrar qualquer lista de necessidades. Creio que se guardarmos isso, já temos um bom começo.
1. Dimensione qual é o cenário mais amplo
ü A meta é mais importante que a tarefa
2. Dimensione sua meta dentro do cenário amplo (situação)
ü Se você não sabe para onde está indo pode acabar em um lugar qualquer.
O líder deve ver antes a terra, e depois levar o povo até lá. (Visão). Uma equipe não vai
comprar a causa sem saber para onde está indo. A importância disso é saber
exatamente a sua distância daquilo que você quer realizar.
3. Dimensione os recursos
A meta só é possível de alcançar se temos a noção dos recursos que dispomos.
4. Dimensione sua equipe
Quantidade
ü O número de membros da equipe é aquele que seja suficiente para realizar o trabalho
ü Equipes superdimensionadas podem gerar:
o Competição negativa
o Frustração
Qualidade
ü As pessoas certas nos lugares certos, fazem o trabalho certo.
ü Desenvolva o senso de prestação de contas
Selecionando a equipe
ü Caráter
ü Competência
ü Combinação
Trabalhar em Equipe requer mais do que juntar um grupo em torno de uma tarefa. Necessita de quem lidera compreensão da grandeza da meta a ser alcançada e da pequenez de si mesmo.
por Miguel Uchôa | 28 jul, 2012 | Blog
“Perdoar é como o perfume da violeta no calcanhar que a esmaga…”
Um dos mais debatidos e talvez polêmicos temas da fé cristã é o perdão. Em nenhum outro credo há uma atitude sequer parecida quanto essa, perdoar indefinidamente, sempre e sempre. No entanto, mesmo dentro do Cristianismo ainda existem aqueles que insistem em dar uma conotação mesquinha a esta nobre atitude tentando colocá-la numa postura condicional. Mas o nosso mestre é Jesus e mesmo que os poetas e filósofos digam o que quiserem, continuo escutando o que Ele, Jesus disse. E Ele disse muito sobre isso. Especialmente e bem posto no chamado Sermão do Monte, esse trecho do evangelho guarda uma importante ensino para ajustar o novo pacto à antiga Lei. A Lei pregava olho por olho dente por dente (Ex:21:24) Mas o nosso mestre vai além, vai a uma retidão mais elevada abolindo totalmente a retaliação, onde isso era possível Ele mostra a postura da Graça. A malícia se perde no contexto das palavras de Jesus.
Atente para estas palavras:
Mateus 5:38-48
38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42 Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
45 Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
46 Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?
47 E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
48 Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.
Essa sequência de “Ouvistes o que foi dito” é muito importante, não pelo que foi dito, mas pelo que está posto após os “Eu porém vos digo”. Minha vida como cristão está montada em cima dos “eu porém vos digo” o que foi dito passado está especialmente quando Jesus trouxe algo que vai além dele. Isso é o escândalo para os que têm o perdão como algo condicional, para os que alimentam amargura, para os que tem o rancor como uma tatuagem na sua alma.
O agressor recebe a graça, escândalo para os legalistas, horror para aqueles que insistem na postura do outro e não na misericórdia de seu coração. O agredido não esquece a agressão, afinal de contas a memória dada por Deus faz seus registros, no entanto a graça dada por esse mesmo Deus faz com que um coração agredido lembre da agressão, perdoe o agressor e não sinta mais nada contra ele. Fazer de conta que nada aconteceu é uma atitude imatura e sem fundamento, logo se desfaz, mas exercer perdão não se exerce fazendo de conta e sim seguindo as palavras de Jesus. Alguém já disse que perdoar é lembrar sem ressentimentos, como isso é verdadeiro. O nome disso é o milagre do perdão. Não há astúcia no perdão, há misericórdia. A máxima de JESUS foi dizer para sermos simples como as pombas e astutos como as serpentes. Simples no ato de perdoar e astutos, inteligentes para não nos enganarmos ou fazermos de conta que nada aconteceu. Mas mesmo lembrando, ser capaz de dar a outra face, andar mais uma milha, carregar o peso um pouco mais do exigido.
A humildade de Jesus foi se permitir ser exposto, ser humilhado, ser desprezado e dizer “Pai perdoa estas pessoas, elas não sabem o que fazem” eu quero essa humildade, essa é minha meta, eu desejo, anelo viver assim. Se alguém tirar vantagem de nós quando assim agimos? Ora isso ele terá que acertar com o Pai celestial a nossa parte é fazer aquilo que ele manda. Se Jesus tivesse que ser julgado novamente e novamente exposto a tudo que passou, novamente diria “Pai perdoa estas pessoas…”
O Perdão não cabe na mente dos legalistas e dos rancorosos, a estes, só cabe o Olho por olho, dente por dente.. nós no entanto ficamos com o “Eu porém vos digo”